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JOÃO PESSOA: Polícia Civil prende ex-gerente de banco investigado por fraude e lavagem de dinheiro

publicado: 27/11/2025 09h16, última modificação: 27/11/2025 09h16
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A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), deflagrou na manhã desta quarta-feira, 26 de novembro de 2025, a OPERAÇÃO SIMULACRO, em João Pessoa, visando desarticular uma sofisticada organização criminosa especializada em fraudes financeiras e lavagem de dinheiro contra a instituição Banco Votorantim S.A. e sua subsidiária BV Financeira S.A.

 

A operação foi executada mediante o cumprimento de ordens judiciais expedidas pela 1ª Vara Regional de Garantias, que autorizou um mandado de prisão temporária e seis mandados de busca e apreensão, além de diversos mandados de sequestro e bloqueio de bens e valores de todos os alvos da operação, incluindo contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas de fachada.

 

A DRACO contou com o apoio operacional e técnico do GAECO/MPPB, da DRE-CG (Delegacia de Repressão a Entorpecentes de Campina Grande), do GOE (Grupo de Operações Especiais) e da UNINTELPOL (Unidade de Inteligência da Polícia Civil).

 

A investigação revelou que o grupo criminoso era liderado por um ex-Gerente de Produtos do Banco Votorantim e de sua subsidiária BV Financeira, que se valia de seu profundo conhecimento dos mecanismos internos para executar e acobertar as fraudes.

 

A organização utilizava empresas de fachada para simular a realização de grandes feirões de veículos. Por meio dessa simulação (simulacro), o grupo solicitava e recebia vultosos repasses financeiros da instituição para custeio de eventos que jamais ocorriam, desviando o dinheiro diretamente.

 

O grupo manipulava o sistema de crédito da BV Financeira. Em vez de registrar as operações diretamente no balcão do banco, os ex-gerentes direcionavam financiamentos a revendas de veículos parceiras e empresas controladas pelo grupo. Esse direcionamento fraudulento garantia que comissões elevadas fossem indevidamente pagas às empresas do grupo, gerando um prejuízo milionário à instituição financeira.

 

Os crimes investigados tipificam Associação Criminosa, Estelionato e Lavagem de Dinheiro, havendo fortes indícios de que o grupo atuava de forma estável e organizada para enriquecimento ilícito. As provas incluem documentos de auditoria da própria instituição financeira vítima das fraudes, investigações diversas e relatórios do COAF que rastrearam a movimentação atípica de valores entre os suspeitos e suas empresas, evidenciando a tentativa de ocultar a origem dos lucros ilícitos.

 

Durante o cumprimento dos mandados, diversos veículos e relógios de luxo foram apreendidos, além do bloqueio de bens e valores nas contas dos investigados e das empresas utilizadas no esquema, visando o ressarcimento do prejuízo causado à instituição vítima e à sociedade.

 

A Polícia Civil reitera seu compromisso com o combate à criminalidade organizada e ao desvio de recursos, garantindo que a investigação terá seu devido prosseguimento para a completa elucidação dos fatos e a responsabilização criminal de todos os envolvidos.




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