Polícia desarticula rinha de galo e apreende animais vítimas de maus-tratos em Itapororoca

Polícia desarticula rinha de galo e apreende animais vítimas de maus-tratos em Itapororoca

Uma ação integrada de policiais civis e militares da 7ª Área Integrada de Segurança Pública (Aisp), que tem sede em Mamanguape, no Litoral Norte do Estado, fechou um local destinado à rinha de galo na zona rural do município de Itapororoca. A ação de enfrentamento a crimes ambientais aconteceu na sexta-feira (28) e resultou na apreensão de 29 galos de briga, sendo quatro em estado grave, com apoio do destacamento da cidade e ainda da Guarda Municipal.

De acordo com o delegado Seccional da Aisp, Walter Brandão, a prática de rinha estava sendo acompanhada por investigadores, que identificaram que o local abrigava diversos animais, submetidos a lutas frequentes. “A nossa equipe constatou que muitas vezes as rinhas seguiam até a morte dos galos contendores, tudo isso mediante apostas que chegavam a altas cifras de até R$ 2 mil. No momento da abordagem policial, várias pessoas foram flagradas assistindo a uma luta”, explicou a autoridade policial.

 

Um livro de anotações também foi apreendido no local, com registros de apostadores e definição de programas de lutas, além de uma balança para pesagem, seringas, medicações anabolizantes para aumentar o desempenho dos galos, antinflamatórios, fitas adesivas, tesouras cirúrgicas, limas amoladoras, esporas e bicos artificiais, diversas roupas para transporte dos animais, com identificação das equipes de galos competidores. Segundo a Polícia, o local também possuía instalações físicas que demonstravam a sua adaptação para atividade ilícita, com a construção das áreas das lutas e chiqueiros em alvenaria, para acomodação dos animais.

Foram detidas para esclarecimentos 35 pessoas, e três delas foram autuadas em flagrante pelo crime de maus-tratos a animais, previsto no artigo 32, da Lei 9.605/98. Um adolescente também foi apreendido ao realizar compra de animais que saíam das lutas em estado grave e os tratava para posteriormente vendê-los.

Walter Brandão ainda acrescentou que devido à quantidade de material e de animais apreendidos foi solicitado apoio da Força Tática da 2ª Companhia Independente de Mamanguape e do Batalhão Ambiental de João Pessoa, para quem foram encaminhados os animais. “A integração entre as polícias possibilitou a execução de mais esse trabalho de enfrentamento ao crime no Litoral Norte da Paraíba. Salientamos ainda que o proprietário do sítio não foi encontrado no local, porém já está devidamente identificado, razão pela qual as investigações continuam a fim de estabelecer as implicações pertinentes”, finalizou.