Polícia realiza mais de 130 prisões por roubos e furtos em Campina Grande este ano

Polícia realiza mais de 130 prisões por roubos e furtos em Campina Grande este ano

Com o objetivo de reprimir de forma qualificada os crimes contra o patrimônio em Campina Grande, a Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Crimes contra o Patrimônio (Roubos e Furtos), realizou dezenas de operações na cidade, de janeiro ao início de dezembro de 2015. O balanço dessas ações foi divulgado nessa terça-feira (15), segundo o qual foram presas em flagrante 90 pessoas e 154 foram indiciadas. No período, 46 pessoas ainda foram presas por força de mandados.

As atividades investigativas desenvolvidas pela unidade policial resultaram também na apreensão de armas, veículos e entorpecentes. No levantamento é possível conferir que 49 armas de fogo foram retiradas de circulação, sendo 30 revólveres, 12 pistolas, três espingardas, um fuzil e três rifles. Foram realizados 45 procedimentos de flagrante pela Delegacia Especializada a partir de prisões encaminhadas pela Polícia Militar. Quanto aos entorpecentes recolhidos, foram mais de 844 quilos de maconha (844,275 kg), e entre cocaína e crack foram apreendidos mais de três quilos (3,303 kg).

Para o titular da especializada, Danilo Orengo, como a delegacia é responsável pela trabalho de investigação e apreensão de drogas, esses números são importantes porque mostram o empenho da equipe em desarticular esquemas criminosos envolvendo não só o tráfico de entorpecentes na região de Campina Grande, mas também a repressão a criminosos que agem no roubo e desmanche de carros e em explosões de instituições financeiras.

“Esses números que divulgamos mostram o quanto estamos compromissados com a sociedade. A Delegacia de Roubos e Furtos é responsável pelo registro de roubos de veículos, de casos que se caracterizam tráfico de drogas e ainda em crimes relacionados a explosões de bancos. Só este ano prendemos mais de 40 pessoas envolvidas em ações contra instituições bancárias. Realizamos um trabalho investigativo de qualidade, com levantamento de informações e ações de campo, o que está diretamente relacionado a prisões de criminosos, quadrilhas desarticuladas e drogas e armas fora de circulação”, frisou Orengo.

Equipe e operações – A Delegacia de Roubos e Furtos é formada por 18 pessoas, entre delegados, agentes de investigação e escrivães. As equipes se revezam em trabalhos de pequeno, médio e grande porte, como a “Boy Play” realizada no mês de novembro deste ano. Na ação, a DRF prendeu um dos homens mais procurados pelos crimes de falsificação e adulteração de cartões de crédito no Brasil: Bruno Alves da Silva, de 31 anos, preso no bairro do Catolé, por cumprimento de mandado de prisão preventiva.

“Ele já tinha sido preso no Rio de Janeiro e há um ano Bruno estava cumprindo pena no regime semiaberto quando não mais voltou ao Sistema Prisional e veio para a Paraíba, especificamente a Campina Grande. O seu comportamento aqui chamou a atenção da polícia judiciária, pela ostentação e gastos praticados. O nome da operação faz referência a como Bruno era conhecido dentro da organização criminosa, da qual ele fazia parte. Essa Operação foi destaque nacional e a investigação da DRF foi cautelosa e bem criteriosa. Agimos quando tínhamos provas suficientes das ações do Bruno e de como ele era importante dentro de uma quadrilha”, afirmou Danilo Orengo.

No quesito repressão ao tráfico de drogas, a DRF desenvolveu a “Operação Samba”, em conjunto com a Polícia Federal, que resultou na apreensão de 756 quilos de maconha e dois quilos de cocaína no início de dezembro, na cidade de Soledade. Já a “Operação Matemático”, na qual um estudante de 27 anos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB) foi preso suspeito de comercializar entorpecentes. Na residência do suspeito, no bairro do Catolé, a polícia encontrou 70 quilos de maconha. . Ele estava sendo investigado há mais de um mês, sob a suspeita de ser o chefe de uma boca de fumo e estar traficando drogas na cidade.