Repressão qualificada ao tráfico de drogas é foco de delegacias especializadas em JP e CG

Nesta terça-feira (26) é Dia Internacional de Combate ao Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas, segundo calendário do Ministério da Saúde. Na Paraíba, duas delegacias de Polícia Civil atuam por meio de repressão qualificada e de forma especializada para enfrentar esse tipo de crime, nas cidades de João Pessoa e Campina Grande. Em menos de dois anos,  162 pessoas suspeitas de envolvimento com o tráfico foram presas pelas equipes dessas unidades policiais e ainda houve apreensão de centenas de quilos entorpecentes, armas de fogo, quantias em dinheiro e veículos usados na prática dos delitos.

Em João Pessoa, a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), de janeiro de 2018 até a semana passada, realizou cinco operações policiais e apreendeu 126,759 quilos de entorpecentes. Segundo o titular da unidade especializada, delegado Braz Morroni, deste total, 108,738 quilos foram de maconha, outros 15,548 quilos de cocaína e 2,216 quilos de crack. Ainda houve a apreensão de 26.286 unidades de micropontos de drogas sintéticas (êxtase e LSD). Apenas nos seis primeiros meses de 2018, cinquenta e seis pessoas foram presas suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas e com os presos, os policiais encontraram aproximadamente R$ 31 mil em espécie, além de sete armas de fogo, 59 munições e sete veículos. Todo o material foi aprendido e remetido à justiça.

De acordo com Morroni, as apreensões feitas em 2018 já superam os registros do ano passado. No mesmo período de 2017, a DRE de João Pessoa retirou de circulação 97,81 quilos de entorpecentes. Desta quantidade, 95 quilos foram de maconha, 830 gramas de cocaína e 1,89 quilos de crack. No mesmo período, ainda houve 64 prisões.

Para apresentar esses resultados, a DRE depende de uma estrutura adequada de trabalho.Na capital paraibana, a delegacia especializada dispõe de uma equipe composta por 16 policiais, sendo dois delegados, dois escrivães, um motorista policial e 11 agentes de investigação. Os profissionais realizam as investigações com apoio de nove veículos, que incluem uma motocicleta.

Já em Campina Grande, cidade localizada a 133 quilômetros de João Pessoa, funciona a segunda DRE do Estado. No município, só nos primeiros cinco meses de 2018, a equipe da Especializada realizou seis operações e apreendeu, aproximadamente, 90 quilos de entorpecentes. Foram quase 77 quilos de maconha, outros 6,3 quilos de crack, 1,6 quilos de cocaína e cerca de 5 quilos de clorofórmio (substância presente na droga conhecida como Loló).

A quantidade de apreensões de crack e cocaína deste ano superou o registrado nos cinco primeiros meses do ano passado, quando foram apreendidos 391,70 gramas de crack e 229,40 gramas de cocaína. “O aumento na apreensão desses entorpecentes representa um grande prejuízo ao tráfico, porque tiramos de circulação grande quantidade de crack e cocaína, que são drogas consideradas mais caras”, observou delegado titular da DRE de Campina Grande, Ramirez São Pedro.

Criada em maio de 2016, a DRE já atingiu recordes na apreensão de drogas. Durante a operação Dragão, deflagrada no ano passado, os policiais da DRE prenderam 42 pessoas envolvidas com facções criminosas e retiraram de circulação mais de 200 quilos de entorpecentes, encontrados na cidade de Queimadas, interior da Paraíba.

“Desde a criação da DRE/CG, fizemos a maior apreensão de maconha já realizada dentro de Campina Grande. Foram 200kg - por duas vezes. Foi a maior apreensão de crack já realizada em Campina Grande (4kg); a maior investigação policial já feita contra o tráfico de drogas em Campina Grande - Operação Dragão, com 42 presos, todos os líderes da Okaida na cidade”, afirma o delegado. Ele acrescentou que o trabalho da delegacia rendeu reconhecimento por parte da Câmara Municipal de Campina Grande e Assembleia Legislativa do Estado, que concederam voto de aplausos à equipe da unidade especializada.

Apreensão de armas e explosivos em CG – Além de intensificar a apreensão de entorpecentes, a DRE/ CG passou priorizar também a apreensão de armas de fogo e explosivos. Entre janeiro a maio deste ano, os investigadores retiraram das mãos de criminosos 105 armas e 3.313 munições. O número é quase dez maior que o registrado no mesmo período de 2017, quando houve 11 apreensões de armas e de 92 de munições.

“O tráfico de drogas está diretamente ligado a práticas  dos crimes de homicídios e assaltos e furtos, principalmente, de veículos. Investigações apontaram que os carros roubados em Campina Grande são levados para Rio Grande do Norte, onde são trocados por entorpecentes e trazidos para Campina. Por isso, a DRE estreitou a parceria com policiais do Rio Grande do Norte e com outras delegacias especializadas”, explicou o delegado Ramirez São Pedro.