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Coleta de material genético de sentenciados auxilia em investigações policiais

A Polícia Civil da Paraíba coleta amostras de DNA de presos sentenciados pela Justiça por prática de crimes hediondos. Até o mês de fevereiro deste ano, 432 condenados tiverem seus perfis genéticos inseridos em um banco de dados interligado a uma rede nacional, que pode ser acessado em 20 estados brasileiros.

O trabalho é realizado por peritos do Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC/PB). O objetivo é permitir o cruzamento de informações e auxiliar em investigações policiais. 

Segundo a perita e administradora do Banco de Perfis Genéticos da Paraíba, Ana Carolina Bernardi, os trabalhos começaram a ser feitos nos presídios de João Pessoa. A previsão é que a até o fim deste ano sejam inseridos mais 300 perfis genéticos no banco de DNA. Após a conclusão dessa primeira etapa, os profissionais seguirão para o interior do Estado, onde pretendem iniciar os trabalhos no Presídio do Serrotão, em Campina Grande.

Apenas os presos considerados culpados pela Justiça por crimes hediondos terão seus perfis genéticos cadastrados. De acordo com a lei, são considerados hediondos os delitos que ferem a dignidade humana e causam grande comoção e reprovação social. Estupros, assassinatos, genocídios, extorsão mediante morte ou sequestro, latrocínio, adulteração de medicamentos, favorecimento à prostituição ou ao abuso sexual de crianças ou adolescentes são exemplos de crimes que entram nessa lista.

Após as amostras serem cadastradas no banco de DNA, os materiais poderão ser comparados, em investigações policiais que estejam em andamento ou que sejam iniciadas futuramente. Isso vai permitir a Polícia Civil da Paraíba ou de qualquer outro Estado fazer comparações genéticas, caso surjam indícios de envolvimento do preso em outros delitos.

 

Sobre o Banco

 

A perita explica que a coleta de amostras de sentenciados é uma das linhas de trabalho do Banco de DNA. Ela acrescenta que o serviço é integrado ao Laboratório de Análises de DNA da Paraíba. E faz parte de uma rede nacional interligada com outros estados do Brasil. Atualmente, são 20 compondo essa rede. Os outros que ainda não fazem parte desse trabalho estão em fase de implantação. A previsão é que até o fim do ano, todos estejam interligados.

“O laboratório de DNA da Paraíba faz parte da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG). A finalidade é manter, compartilhar e comparar perfis genéticos a fim de ajudar na apuração criminal. O software que gerencia todo o banco foi cedido gratuitamente pelo FBI”, afirma a perita.

Os perfis genéticos armazenados nos bancos de dados em todo território nacional são confrontados em busca de coincidências que permitam relacionar desaparecidos ou restos mortais a seus familiares, bem como suspeitos a locais de crime ou diferentes locais de crime entre si.

Atualmente, o banco da Paraíba possui 500 perfis cadastrados de presos, investigados e vítimas de crimes, mas a intenção é que este número chegue a 1.500 até o fim do ano.

 

Casos solucionados

 

Criado em 2013, o banco auxilia em investigações policiais. Foram 33 casos confirmados envolvendo as amostras de DNA. Em um dos casos, os peritos conseguiram comprovar que um mesmo homem foi o responsável pelo estupro de seis mulheres.

“Os crimes ocorreram em várias cidades do interior da Paraíba. O caso parecia ser de difícil solução. No entanto, por meio do perfil genético encontrado nas vítimas, foi possível fazer as coletas e comparações e confirmar que pertencia que o autor dos crimes era a mesma pessoa”, afirmou Ana Carolina.

Outro caso solucionado foi de uma mãe de Pernambuco que procurava um filho desaparecido. O corpo do jovem foi localizado na Paraíba, na cidade do Congo. “Não fosse a rede integrada, este corpo ainda permaneceria sem identificação”, declarou.

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